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Antigo 19-07-2010, 01:38 AM   #1
professor_1
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Padrão Análise do Forex para semana de 12 a 16 de julho

Essa semana de negociação trouxe ocasiões para ganhar força a baixistas assim como a altistas, uma vez que a oscilação de moedas variou tanto em uma escala semanal como em uma diária, enquanto a volatilidade de movimentações agradou muito todos os especuladores do Forex.

A princípio de semana apareceu sem surpresas. Como se esperava, a tensão contínua na Eurozona manteve pesando sobre a moeda única. Agravou a situação mais uma resolução da classificadora Moody's, de acordo com a qual, a nota de crédito portuguesa foi rebaixada de “Aa2” a “A1”. Assim, na terça-feira o euro registrou o mínimo semanal no patamar de 1,2522.

Não foi muito agradável a flutuação da libra esterlina: a moeda britânica depreciou até o mínimo semanal de 1,4945. Pois o tombo também foi provocado pela agência de qualificação de risco. Desta vez a Standard & Poor’s não só conservou a previsão negativa para a nota de crédito de “AAA” da Grã-Bretanha, mas também ameaçou rebaixá-la, caso o governo não apresente o plano eficaz de redução de gastos públicos.

Todavia ambas as moedas conseguiram se afastar dos extremos negativos graças a dinâmica positiva, revelada por notícias econômicas. Por exemplo, o produto interno bruto no Reino Unido aumentou em 0,3% em 1 trimestre, enquanto a estatística favorável da companhia petroleira BP deu apoio aos índices de ações ingleses e europeus.

A reanimação em bolsas de valores foi desenvolvida por uma nova série de dados fundamentais. Em particular, uma inflação mais alta frente à previsão na Grã-Bretanha nos permitiu supor que a taxa básica de juros possa ser elevada mais cedo que o esperado. Sem dúvida, aparceu um bom sinal a redução da taxa de desemprego de 4,6% a 4,5%. Além de mais, a Grécia ganhou 1,625 bilhões de euros com vender suas obrigações. O clima empresarial alemão ZEW também ficou positivo, mostrando 14,6 (previsão -1,2). Por sua vez, cifras da economia americana tornaram-se mais negativos que o estimado: as vendas varejistas diminuiram mais, pesando sobre o USD. Uma retração passageira teve lugar após a publicação do protocolo da FOMC (datado de 23 de junho). De acordo com o documento, banqueiros americanos estão ansiosos com uma taxa de desemprego alto e riscos deflacionários que ameaçam desacelerar a economia dos EUA.

Assim sendo, o mercado entusiasmado sem necessidade de abrigo seguro marcou a preferência de moedas de alto risco nos primeiros dias de negociação.

Merece atenção especial o par de dólar/franco: na segunda-feira o par disparou bruscamente e marcou a maior alta semanal de 1,0674. Tal avanço causou muitos boatos de intervenção monetário do banco central suíço, portanto o SNB recusou a comentar o assunto. Todavia a seguir o USD/CHF passou a desvalorizar e depreciou abaixo de 1,0500, revelando a fraqueza geral do dólar no mercado.

O dólar/iene teve seu próprio cenário. Sem quaisquer vibrações o USD/JPY passou a primeira metade de semana entre 88,00 e 89,00, pois na segunda conseguiu apesar de tudo romper a fronteira inferior.

Então, ao ter uma oscilação relativamente calma na quarta-feira, os rivais principais do dólar continuaram fortalecendo na quinta-feira. Dados chineses, embora se tornassem piores que o esperado, apesar de tudo conseguiram dar apoio suficiente às moedas de alto risco. Pois a retração no decorrer de sessão asiática foi inevitável. Mais um leilão bem sucedido com obrigações a 15 anos trouxe 3 bilhões de euros à Espanha, acalamando as dúvidas de investidores em relação de periferia europeia e permitindo crescimento dos adversários do americano.
A estatística macroeconômica dos EUA também afetou o câmbio do dólar. Após a divulgação recente do protocolo da FOMC (dia 23 de junho), investidores reagiram com muita preocupação a baixa dos preços do produtor em 0,5% (previsão de -0,1%), quer dizer, o risco de deflação aumentou, enquanto o ritmo de reativação econômica deacelerou. Os índices de atividade manufatureira Empire Manufacturing (NY) e Filadélfia Fed também registraram uma menor atividade.

Como resultado, a depressão do dólar levou a um avanço forte de cotações europeias: o euro superou o patamar de 1,2900, o franco aproximou-se bem junto de 1,0400, enquanto a libra atingiu a maior alta de 2 meses no nível de 1,5472.

Convém mencionar que o Banco do Japão não alterou a meta da taxa básica de juros, conservado o nível de 0,1%.

Na sexta-feira moedas europeias evitaram retração para baixo. Novamente foram impulsionadas por dados da China. Pois, conversando com a chanceler alemã Angela Merkel o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, afirmou que “a Europa vai superar sem dúvida seus problemas”, assinalando que “a Europa será sempre um dos mercados principais de investimento para a China”. Recordamos que desde 19 de junho o governo chinês desistiram oficialmente da prática de dolarização do iuane, permitindo uma especulação mais livre com outras moedas e obrigações, por exemplo, compras de papéis gregas e espanhóis. A senhora Merkel com certeza concordou com seu colega chinês, caraterizando as conversas como “um sinal importante de confiança da China no euro”.

Tal entendimento entre os dois países impulsionou a moeda única que atualizou seu máximo de 2 meses no nível de 1,3006, o franco vigorou até a maior alta de 5 meses (1,0398). Foi apenas a libra que teve avanço moderado: seu crescimento foi limitado a marca de 1,5450.

Entretanto, índices acionários norte-americanos abriram com um gap enorme para baixo, causado por lucros decepcionantes do Bank of America Corp. e General Electric Co. A dinâmica tão negativa teve resposta por todo o mundo, pesando sobre outras bolsas de valores e, como consequência, entravou a apreciação de moedas de alto risco. Todavia, o dólar não aproveitou essa oportunidade de reforçar devido a estatística desanimadora dos Estados Unidos: preços ao consumidor reduziram em 0,1% em junho, transações líquidas com títulos a longo prazo diminuiram até $35,4 bilhões em maio, a confiança da universidade Michigan caiu até 66,5. É óbvio que a elevação da taxa básica de juros no ano que vem também ficou menos provável, afetando o interesse ao dólar.

Quanto a mais sortudos, destacamos o iene que atualizou o máximo de 7 meses no patamar de 86,25. Além de mais, analistas supõem que tivesse lugar uma intervenção monetária do SNB a cerca das 15:00 (hora GMT), vista nos gráficos do EUR/CHF e do GBP/CHF.

Assim, no final de semana o euro fixou-se acima de 1,2900, a libra consolidou-se até 1,5300, enquanto o franco voltou para 1,0500 após registrar o máximo de 1,0398.
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analise do mercado, analise forex

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